quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Opinião: A parábola do Dragão

Opinião: A parábola do Dragão

Naquele tempo Jesus andava muito feliz. Os seus discípulos tinham-no habituado a muitas e fartas alegrias. Notava-se no seu olhar um brilho muito intenso. Ele era a Luz. Ele espalhava a Luz.
E a Luz que irradiava ainda brilhou mais intensamente quando Jesus soube que os representantes da sua cidade natal ofereceram um pastel de Belém ao Dragão, que aceitou, mas que lhe caiu mal. Jesus e os seus discípulos durante semanas seguidas andaram a esbanjar Luz por todo o lado e em todos os sentidos. Os milhões dos seus seguidores quase enlouqueciam, tão cheia estava sempre aquela Luz. O entusiasmo era muito grande porque havia muito tempo que não viam uma Luz tão alegre. E faziam-se projectos para que a Luz fosse mais e mais intensa e brilhante. Até Jesus ia na onda e fazia sinais com as mãos e dedos, em plena cerimónia litúrgica, indicando aos outros o grau de intensidade que aquela Luz tinha atingido. Os historiadores diziam que num outro século tinha havido uma Luz assim ou, porventura, ainda mais forte. E acrescentavam que tinha sido uma pantera negra, que tinha vindo de muito longe, a grande responsável por uma tão majestosa iluminação que, naquele tempo, chegou a conquistar a Europa. O que é certo é que agora ninguém queria saber para nada do valor do investimento que tinha sido feito para repor a felicidade dos milhões que adoravam ter uma Luz assim. A Luz cegava. O objectivo era claro, aquela Luz não aceitaria mais humilhações. Tinha de eliminar o poderoso Dragão, custasse o que custasse.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Jesualdo, assim não pode ser..

Jesualdo, assim não pode ser. Hoje perdemos 2 pontos, e apesar de um erro grave do árbitro, quando anulou um golo limpo na primeira parte (é atraso e não passe do jogador do Porto) e muita desinspiração dos avançados, existem muitos erros que contribuiram para esta derrota, sim, para mim, empatar com este Belenenses, é a mesma coisa de perder.

O que tens tu, Dragão?

Tinha sido assim frente à Académica, voltou a sê-lo com o Belenenses: o FC Porto deu quarenta e cinco minutos ao adversário. Não é habitual que os portistas o façam, convenhamos. Jogando em casa, como aconteceu nestas duas situações, torna-se ainda mais estranho. Perguntemos, então: o que é feito da equipa forte, pressionante, que empurrava o adversário para a sua área? No lugar da resposta está um gigantesco ponto de interrogação. Uma certeza, porém, é que não foi essa equipa que se apresentou no relvado. Bem pelo contrário: sem ideias, sem profundidade, sem perigo para as balizas contrárias. No primeiro jogo, a exibição foi apagada pela vitória. Agora, à segunda, culminou num empate. Era por demais evidente.